Performances de gênero e sexualidade: experiências artivistas de acadêmicas do curso de pedagogia da FAED/UFMS

Postado por: Tiago Duque

No primeiro semestre de 2020 o Prof. Dr. Marcelo Victor da Rosa, pesquisador do Núcleo de Estudos Néstor Perlongher –  Cidade, Geração e Sexualidade e do Impróprias – Grupo de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Diferenças  ministrou a disciplina Educação, Sexualidade e Gênero para o curso de Pedagogia da FAED. Como parte da avaliação as acadêmicas realizaram uma performance que tratou especificamente de gênero e/ou sexualidade na perspectiva do artivismo.  A seguir, você poderá acessar os vídeos clicando na palavra aqui:

Performance 1 – AGNES CRISTINE DUAILIBI VIANA; OLGA GIOVANNA CARDOSO BIZERRA;
RAFAELA BARIZON DALBELLO e THAÍS DAVIS RAMOS – Clique aqui;
Performance 2 – ARYANA GOMES DE OLIVEIRA – Clique aqui;
Performance 3 – BRUNA LUCIANA VALLE e WEVERLIN FERREIRA BRIZOLA – Clique aqui;
Performance 4 – HELLEN MATHILDE VICELLI – Clique aqui;
Performance 5 – LAUANE FERREIRA RODRIGUES; LORRAYNE STEFANY DE ALMEIDA QUIDA; PATRICIA AUXILIADORA LIMA BOEIRA e YASMIN VITORIA ALEM DE OLIVEIRA – Clique aqui;
Performance 6 – NATHALIA RIQUELME CORREA e PATRÍCIA CORINDA CORTINA DE SOUSA SANTANA – Clique aqui;
Performance 7 – RITA DE CASSIA MONTANHER SANTOS FIALHO – Clique aqui.

 

Partimos da ideia de que gênero se constrói como um ato, um estilo corporal, já que não há uma essência que o anteceda; intencional e performativo, o gênero é uma performance. Não é algo estável e permanente conforme Eurídice Figueiredo (2018).

Para Judith Butler (2010) gênero historicamente se constitui “por meio de uma repetição estilizada de atos”, ou seja, não é uma substância fixa, deste modo, não existe algo considerado falso nem verdadeiro, original nem imitativo.

Já o artivismo está entre arte e política, e estimula os destinos potenciais da arte enquanto ato de resistência e subversão, segundo Roberta Stubs et all (2018).

A performance arte, tem potência comunicativa para a livre expressão de gênero, para desestabilizar a matriz coerente de gênero ou, no mínimo, uma fuga de seus modelos normativos e rígidos. O próprio corpo na performance assume um corpo ininteligível conceituando a performance arte como potência de resistência à matriz de inteligibilidade, de acordo com Camila Olivia de Melo e Regiane Ribeiro (2015).

A performance torna-se uma maneira de trabalhar na “própria carne”, expressando – seja no palco, no asfalto ou na vida – uma ação de sua própria existência. O corpo seria, então, a sua própria obra. Tomando o corpo como ferramenta de emissão de suas mensagens, conforme Camila Olivia de Melo e Regiane Ribeiro (2015).

Referências

BUTLER, Judith. Problemas de gênero. Feminismo e subversão de identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

FIGUEIREDO, Eurídice. Desfazendo o gênero: a teoria queer de Judith Butler. Criação & Crítica, São Paulo, n. 20, 2018.

MELO, Camila Olivia de; RIBEIRO, Regiane. A performance arte que virou polvo: flutuando nas águas das artes em corporalidades híbridas e ininteligíveis. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 23, n. 1, janeiro-abril, 2015.

STUBS, Roberta; TEIXEIRA-FILHO, Fernando Silva; LESSA, Patrícia. Artivismo, estética feminista e produção de subjetividade. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 26, n. 2, 2018.

 

Obs.: A imagem que ilustra essa notícia é a artista sul-mato-grossense Natasha Fogaça Nascimento
em sua performance intitulada: Performance autobiográfica: O silêncio que habita o salão. Essa performance busca tratar das experiências pessoais vividas pela artista, no ambiente da dança de salão, tratando dos traumas, medos, monstros e negligências vivenciadas. Foto – Natasha Fogaça Nascimento. Para quem deseja assistir a performance, acessar aqui.